No metaverso, ferramentas de segurança ainda não estão bem estabelecidas
Unsplash/Martin Sanchez
No metaverso, ferramentas de segurança ainda não estão bem estabelecidas

O metaverso permite que crianças experimentem situações inadequadas para suas idades, como visitar um clube de strip-tease. É o que relata uma reportagem da BBC News.

A pesquisadora Jess Sherwood, da BBC, se passou por uma menina de 13 anos no aplicativo de metaverso VRChat, que possui diversos ambientes que podem ser explorados por avatares 3D. Ela conta que sua identidade real não foi verificada e que não houve qualquer tipo de moderação de conteúdo.

Mesmo se passando por uma menina de 13 anos, ela entrou em clubes de strip-tease virtuais e vivenciou experiências "perturbadoras". "Quando homens adultos perguntavam por que eu não estava na escola e me encorajavam a praticar atos sexuais em realidade virtual, parecia ainda mais perturbador", relata.

Ela afirma que os ambientes tinham brinquedos sexuais expostos e "personagens que simulam atos sexuais no chão em grandes grupos". "É muito desconfortável", afirma ela.

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Depois da descoberta, a Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças do Reino Unido (NSPCC, na sigla em inglês) disse à BBC que é urgente que as plataformas de metaverso melhorem suas ferramentas de segurança.

"São crianças sendo expostas a experiências totalmente inapropriadas e incrivelmente prejudiciais. Este é um produto que é perigoso por design, por causa de supervisão e negligência. Estamos vendo produtos sendo lançados sem qualquer sugestão de que a segurança tenha sido considerada", afirmou o chefe de política de segurança infantil online da NSPCC, Andy Burrows.

Em nota à BBC, o VRChat disse que está "trabalhando duro para se tornar um lugar seguro e acolhedor para todos" e que "comportamento predatório e tóxico não tem lugar na plataforma".

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