Meta é criticada por permitir agressões em seu metaverso
Unsplash/Dima Solomin
Meta é criticada por permitir agressões em seu metaverso

Um avatar feminino foi sexualmente agredido na plataforma de metaverso da Meta, chamada de Horizon Worlds. A informação foi divulgada pela oragnização SumOfUs, que afirma que uma pesquisadora de 21 anos foi abordada por dois avatares masculinos e agredida.

A BBC teve acesso ao vídeo do momento e relata que os dois avatares masculinos compartilhavam uma garrafa virtual de bebida quando encontraram a mulher e começaram a fazer comentários obscenos.

Vicky Wyatt, diretora de campanhas da SumOfUs, disse à BBC que esse tipo de agressão, mesmo que virtual, ainda tem impacto na vida real das vítimas. "Ainda conta, ainda tem um impacto real nos usuários", comentou.

Este não é o primeiro relato de assédio sexual no metaverso e, por isso, a Meta lançou, em fevereiro deste ano,  um recurso que coloca um espaço pessoal em volta de cada avatar para evitar que as agressões ocorram.

A SumOfUs acredita, porém, que a medida não é suficiente, já que a pesquisadora em questão ainda presenciou ataques homofóbicos e violência armada virtual, além de ter sido incentivada a desabilitar o recurso de espaço pessoal.

"Em vez de o Facebook se apressar em construir esse metaverso, estamos dizendo: olhe, você precisa parar e olhar para todos os danos que estão acontecendo em suas plataformas agora e que você nem pode lidar. Precisamos de um plano melhor aqui sobre como mitigar os danos online no metaverso", disse Vicky Wyatt, à BBC. Por enquanto, a plataforma Horizon Worlds funciona apenas nos Estados Unidos e no Canadá.

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