Richard Branson foi ao espaço com sua empresa em julho passado
Reprodução/Virgin Galactic
Richard Branson foi ao espaço com sua empresa em julho passado

A Virgin Orbit, empresa do bilionário britânico Richard Branson , terá uma subsidiária no Brasil e poderá lançar foguetes ao espaço a partir do país. A empresa acaba de obter uma licença para operar na base de Alcântara, no Maranhão, inserindo o Brasil no mapa da corrida espacial dos bilionários.

Branson disputa com os empresários Elon Musk e Jeff Bezos uma corrida espacial. Seu primeiro voo ao espaço ocorreu em julho de 2021 , poucos dias antes do realizado por Bezos e dois meses antes do capitaneado pela Space X, fundada por Musk.

O anúncio de que recebeu licença para operar na base maranhense promete acirrar essa disputa. Segundo a Virgin Orbit, a empresa está trazendo ao Brasil o sistema LaunchedOnde, "que dará oportunidade à Alcântara de se tornar um dos únicos portos espaciais continentais do mundo capazes de atingir qualquer inclinação orbital".

Ainda de acordo com a Virgin, até agora, a base de Alcântara foi palco apenas de lançamentos de foguetes para voos suborbitais. Isso significa que as espaçonaves não entraram na órbita da Terra. Elas subiram e voltaram ao chão, fazendo uma curva.

No voo de Branson ao espaço, em julho, não houve o lançamento de um foguete. A VSS Unity, da Virgin Galactics, foi presa à parte de baixo de um porta-aviões e decolou do Spaceport America, uma instalação próxima da cidade chamada de Verdade ou Consequência, no Novo México.

A Space-X, de Musk, é a única companhia que já fez voo tripulado por civis em nível orbital. A Blue Origin, de Bezos, também não entrou na órbita da Terra.

Segundo a Virgin, todo o equipamento da companhia britânica necessário para realizar um lançamento em órbita é transportável, desde o foguete até os ativos terrestres que o preparam para o voo, bem como a própria aeronave. Por isso, não há necessidade de qualquer outra construção além da base aérea brasileira.

O anúncio da Virgin, feito na segunda-feira (27), ocorre um mês depois de visita de Musk ao Brasil. Na ocasião, foi discutida parceria entre o governo e a Starlink , empresa de satélites do bilionário americano.

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