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Produção de celulares no Brasil é afetada pelo coronavírus na China


Depois de impactar várias empresas de tecnologia com atuação na China , o coronavírus começa a afetar também o mercado tecnológico nacional. Fábricas responsáveis pela produção de celulares da Motorola e da LG estão com suas linhas de montagem paralisadas ou com atividade reduzida em decorrência da falta de peças.

A fábrica da LG , localizada na cidade de Taubaté (SP), anunciou paralisação de 10 dias a contar da próxima segunda-feira (2). Enquanto isso, a Flextronics , que monta os produtos da Motorola no Brasil em Jaguariúna (SP), já havia dado férias coletivas para seus funcionários entre 17 e 28 de fevereiro e anunciou que fará isso novamente entre os dias 9 e 28 de março.

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Segundo a Folha de S. Paulo , essas duas são as empresas impactadas mais gravemente até o momento, mas não são as únicas. A fábrica da Samsung , localizada em Campinas (SP), também paralisou a produção por três dias, entre 12 e 14 de fevereiro, mas retomou as atividades desde então.

A atividade industrial na China sofreu um baque desde o início do ano devido ao surto do coronavírus. As fábricas tiveram que interromper a produção para evitar o contágio entre seus funcionários, e o governo chegou a estender o feriado do Ano Novo Chinês para fazer com que as pessoas fossem menos a espaços públicos, onde poderiam infectar os outros ou serem infectados. A Apple , por exemplo, já anunciou a investidores que seus resultados do trimestre estarão abaixo do esperado porque suas vendas foram afetadas pela dificuldade em suprir a demanda pelos seus produtos. Mesmo após a retomada das atividades, o ritmo de produção ainda está abaixo do normal.

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No Brasil, a situação não é diferente. Como nota a publicação, mais de 80% dos componentes usados na produção de eletroeletrônicos no Brasil em 2019 vieram da China ou de outros países asiáticos próximos, também afetados pelo coronavírus . Sem as peças, não há produção.

De acordo com a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), organização que representa empresas de tecnologia neste caso, 57% das empresas associadas estão reportando problemas no fornecimento de peças vindas da China. A entidade não diz exatamente qual o impacto da escassez na produção, mas nota que 4% das empresas já tem paralisações parciais e outras 15% já estudam reduções nas linhas de montagem. Apesar disso, a associação diz que ainda não há risco de falta de produtos eletrônicos no mercado brasileiro, pelo menos no curto prazo.

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