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Unsplash/Alex Ware
Posição do celular pode fornecer dados importantes a empresas

O modo como empresas coletam seus dados na web para personalizar anúncios pode estar mudando. Google e Apple , por exemplo, têm unido esforços para uma abordagem mais sutil, também por isso os métodos atuais podem estar direcionados para uma mudança.

A nova estratégia deverá utilizar sensores já acoplados em smartphones para identificar a localização do usuário, tornando mais importante onde a pessoa se encontra do que o que ela está fazendo na web. Tal ferramenta poderá ser incorporada considerando a maior consciência por parte dos clientes de serviços digitais quanto a sua própria privacidade.

Para isto, empresas poderão usar os sensores que possibilitam acesso às bússolas diretamente no telefone, por exemplo. O componente também pode ser percebido na simples virada automática de tela quando se quer assistir a um filme na posição horizontal. O objetivo seria combinar o que já se sabe sobre o usuário com o que ele está fazendo fisicamente por meio destes sensores.

Sen, um dos fundadores da Number Eight, startup de inteligência contextual do Reino Unido, afirma ao site Ars Technica que, desta forma, é possível saber se os donos dos celulares estão correndo ou sentados, perto de um parque ou museu, dirigindo ou andando de trem.

Já nesta linha, a Number Eight construiu uma tecnologia que coleta dados de viagens de passageiros do transporte público de Londres por meio de sensores. A ferramenta foi baseado na tarifa de ônibus e trens que varia de acordo com a distância percorrida pelo indivíduo. Com a ideia, foi possível cobrar a taxa de forma automática assim que alguém saia do trem ou do ônibus.

Comportamento físico

Outra possibilidade seria direcionar anúncios para smartphones cujos sensores indicam atividade no celular depois de horas de descanso, ou às pessoas que viajam de trem depois das 17 horas, por exemplo. Considerando os dados apresentados pelos sensores, seria possível elaborar um contexto sobre o comportamento físico do usuário em questão.

“As marcas são obrigadas a repensar suas campanhas, que sempre foram: 'Quero conhecer o indivíduo e saber suas preferências'”, disse Sen. “Você não precisa conhecer o indivíduo. Você só precisa saber se o seu produto ou serviço vai chegar ao público certo”, acrescentou.

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