Hacker roubou dados
Unsplash/Tobias Tullius
Hacker roubou dados "por diversão"

Um hacker que se identifica como Tom Liner alega ter roubado, catalogado e criado um gigantesco banco de dados com as informações de mais de 700 milhões de usuários do LinkedIn . Segundo ele, o roubo dessas informações, que incluem dados sensíveis, como nome, vínculo empregatício, idade, estado civil e foto do rosto, foi feito apenas para que ele se divertisse.

Porém, não é porque o roubo desses dados foi feito "por amor ao esporte", que não existe um preço para as informações obtidas através dele. Atualmente, o acesso à planilha com os dados compilados está sendo vendido por US$ 5 mil (R$ 25,6 mil) em um fórum frequentado por hackers, segundo informações obtidas por uma reportagem da BBC.

Nessa postagem específica, estava incluído um link para uma "amostra grátis", que continha 1 milhão de registros junto com um convite para que os interessados entrassem em contato com o vendedor por meio de mensagens privadas para fazer ofertas pelo banco de dados . Segundo Tom, o valor de US$ 5 mil agradou e o banco de dados já foi vendido para vários clientes, todos eles satisfeitos.

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Ele, porém, não revela quem são seus clientes ou quais as intenções deles ao comprar essas informações. Mas ele especula que esses dados, provavelmente, estão sendo usados para a realização de outras "aventuras de hackers".

É roubo?

Chamar a ação Tom Liner de um "roubo de dados", talvez, não seja o mais correto, já que ele não invadiu os servidores ou bancos de dados do LinkedIn. O que ele fez foi um procedimento conhecido como raspagem de dados que estão públicos na plataforma: é como se ele entrasse em perfil por perfil e copiasse o que está público, com a diferença que ele automatizou essa rotina.

Ou seja, ele reuniu, de maneira muito rápida, todos os dados públicos de 700 milhões de usuários do LinkedIn , compilou e organizou essas informações em uma planilha, e depois colocou essas informações à venda para terceiros. Todas essas informações são encontradas acessando os perfis individualmente, mas compilar manualmente um banco de dados deste tamanho levaria milhares de anos.

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