Hackers aplicam golpes em computadores
Unsplash/Mika Baumeister
Hackers aplicam golpes em computadores

Nesta semana, a Avast, empresa especializada em soluções em segurança digital e privacidade, divulgou os resultados de um levantamento sobre riscos de ameaça cibernética para usuários domésticos. De acordo com o documento, denominado Relatório de Risco Global para PC, em geral, a chance de os usuários domésticos encontrarem um malware vem crescendo anualmente em todo o globo.

No Brasil, segundo o estudo, a probabilidade de um usuário doméstico encontrar qualquer tipo de malware para PC é de 26,92%. Em comparação com a média mundial, os usuários domésticos brasileiros têm um risco um pouco menor de encontrar todos os tipos de ameaças.

"A taxa de risco aumentou em todo o mundo para todos os ataques de malware, e podemos ver que o Brasil não é exceção. Na pandemia, a internet tem sido uma espécie de 'salva-vidas' para muitos, capacitando-os a permanecer conectados com seus familiares e amigos durante as restrições, a participar de treinamentos e encontros online, aulas virtuais ou mesmo a trabalhar remotamente. Mas os cibercriminosos também notaram isso e, portanto, vimos uma variedade de campanhas personalizadas aproveitando esse aumento de atividades no universo digital, como ataques relacionados à Covid-19, campanhas de sextorsão, spyware e ransomware", afirma Michal Salat, diretor de inteligência de ameaças da Avast.

Outro dado importante abordado pelo relatório é a possibilidade de os usuários enfrentarem as chamadas ameaças avançadas, que a Avast classifica como mais sofisticadas ou inéditas, projetadas para contornar as tecnologias comuns de proteção que são incluídas em software de segurança, como assinaturas, heurísticas, emuladores, filtragem de URL e escaneamento de e-mail. Para esse tipo de ameaça, os usuários domésticos brasileiros têm uma taxa de risco de 5,46%, que é superior à média global.

Saiba quais são as regiões do Brasil com maiores riscos de ameaças cibernéticas

Segundo o relatório, as dez regiões do Brasil com maior risco de ameaças, de maneira geral, para usuários domésticos de computadores são:

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  1. Roraima (34,2%)
  2. Amapá (31,46%)
  3. Maranhão (30,17%)
  4. Ceará (30%)
  5. Paraíba (29,56%)
  6. Amazonas (29,45%)
  7. Bahia (29,4%)
  8. Distrito Federal (29,34%)
  9. Pará (29,18%)
  10. Rio Grande do Norte (28,86%)

Já em relação ao risco de ameaças avançadas, a classificação é a seguinte: 

  1. Maranhão (6,89%)
  2. Amapá (6,88%)
  3. Pará (6,84%)
  4. Amazonas (6,67%)
  5. Roraima (6,57%)
  6. Acre (6,49%)
  7. Piauí (6,4%)
  8. Rondônia (6,35%)
  9. Tocantins (6,31%)
  10. Ceará (6,26%)

Cenário global de ameaças a usuários domésticos de computadores

Quando analisado o cenário mundial, o relatório da Avast mostra que a chance dos usuários domésticos de encontrarem qualquer tipo de malware para computador é de 29,39%, o que representa um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior. 

Já as chances de os usuários serem alvo de uma ameaça avançada são menores, mas a proporção é semelhante a todas as ameaças, com os consumidores tendo 5% de chance de encontrar uma ameaça avançada (4,61% no ano anterior).

As localidades com situações políticas sociais mais conflituosas, como Oriente Médio, Ásia, África e Europa Oriental, parecem estar enfrentando mais riscos também no mundo online. Os 10 principais países onde os usuários domésticos correm mais risco de encontrar ameaças de modo geral são: 

  1. Afeganistão (49,47%)
  2. Iêmen (47,81%)
  3. Etiópia (45,84%)
  4. Egito (44,94%)
  5. Ruanda (43,45%)
  6. Argélia (43,34%)
  7. Madagascar (43,03%)
  8. Angola (42,88%)
  9. Togo (42,34%)
  10. Sérvia (42,30%)

Em relação às ameaças avançadas, a ordem dos mais países propensos é:

  1. China (20,22%)
  2. Turcomenistão (14,63%)
  3. Afeganistão (14,13%)
  4. Tajiquistão (12,52%)
  5. Iêmen (12,46%)
  6. Irã (11,85%)
  7. Gana (11,49%)
  8. Mianmar (11,42%)
  9. Uganda (11,29%)
  10. República do Congo (11,27%)

Esse relatório fornece uma visão geral dos ataques cibernéticos que aconteceram dentro de um período de trinta dias, entre 16 de março de 2021 a 14 de abril de 2021, dando um panorama do risco geral que os usuários e as empresas enfrentam globalmente e em diferentes países.

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