Startup compra rostos para deepfakes
Kaique Lima
Startup compra rostos para deepfakes

A startup israelense Hour One está comprando rostos de pessoas para edição de vídeos educacionais e de marketing por meio da tecnologia deepfake. A empresa, que tem sede em Tel Aviv, tem como diferencial o uso dos rostos de pessoas reais para a criação de personagens. Atualmente, o banco de dados da startup tem cerca de 100 rostos, mas eles querem expandir o portfólio.

De acordo com a chefe de estratégias do Hour One, Natalie Monbiot, o interesse em vender o rosto para se tornar um personagem de deepfakes é bem grande. Em um anúncio no Twitter, a empresa se apresenta como uma startup de inteligência artificial e diz que quer “pagar para fazer imagens deepfakes do seu rosto para fins comerciais e educacionais.

Porém, o que mais assusta é que eles não fazem questão de esconder que as empresas poderão comprar os personagens gerados com base no rosto das pessoas e inserir o que elas quiserem por meio de vozes geradas por inteligência artificial . No tuíte, é colocado um vídeo sem áudio, de uma das personagens ensinando idiomas.

A quem possa interessar:

Para os corajosos que quiserem vender o rosto, basta preencher um formulário no site da empresa, apenas com nome, endereço de e-mail e perfil no Instagram . Hour One reforça que procura por “pessoas reais”, já que a intenção da empresa é representar uma ampla gama de idades, gêneros e raças para gerar maior identificação com alunos e potenciais clientes.

Caso a empresa se interesse pelo rosto de um candidato, ele será chamado em um estúdio, onde a empresa filmará o rosto da pessoa falando e fazendo diferentes expressões faciais na frente de um chroma key, o famoso fundo verde. Em seguida, a empresa processará as gravações com auxílio de seu software de inteligência artificial e o personagem estará pronto.

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Para inserir a voz no vídeo, a Hour One oferece duas opções: a primeira, mais barata, envolve a inserção por meio de um software que converte texto em voz. Para isso, é feito o upload de um script que é falado por meio de inteligência artificial. A segunda, mais cara, também é mais simples, um dublador profissional lê o roteiro, o que dá um resultado mais natural.

Via: Futurism

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