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Rede social treinará e financiará organizações não-governamentais para agir contra o discurso de ódio e a propaganda terrorista divulgada na rede social

O Facebook lançou nesta sexta-feira (23) um programa para combater a disseminação do discurso de ódio e de materiais extremistas online no Reino Unido. De acordo com o site "The Verge", a Iniciativa de Encorajamento Civil Online, já lançada na Alemanha e na França, treinará e financiará organizações locais para agir como um contrapeso em situações de discurso de ódio e propaganda terrorista.

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Segundo a agência de notícias "Reuters", as organizações que participarão do programa terão um suporte dedicado no Facebook para saber como lidar em situações de extremismo. O jornal "The Telegraph" ainda informa que a rede social oferecerá um pacote de anúncios grátis para as organizações promoverem mensagens em combate ao extremismo. A ideia é que os alertas se transformem em uma barreira para a propaganda terrorista on-line, que se tornou centro de debater depois dos recentes atentados em Londres e Manchester.

Facebook afirma utilizar inteligência artificial e equipes especializadas para combater o extremismo na plataforma
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Facebook afirma utilizar inteligência artificial e equipes especializadas para combater o extremismo na plataforma

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Grupos terroristas estariam usando a plataforma e outras redes sociais para convencer usuários a participar de atos terroristas. As empresas, por sua vez, são duramente criticadas por não impedir a disseminação das propagandas. "Ninguém deve viver com medo do terrorismo e nós temos o papel de impedir o extremismo violento de se espalhar", disse Sheryl Sandberg, diretora de operações da rede social.

"Não há espaço para ódio ou violência no Facebook", continuou. "Usamos tecnologia como inteligência artificial para encontrar e remover propaganda terrorista e temos equipes com especialistas em contra-terrorismo e revisores em todo o mundo para manter conteúdos extremistas fora da nossa plataforma".

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O "The Verge" ainda lembra que empresas de tecnologia como Facebook, Google e Twitter também estão enfrentando pressões das autoridades europeias que pedem maior policiamento em relação ao discurso de ódio e à publicação de conteúdos ilegais. Na Alemanha, por exemplo, está sendo considerada a hipótese de aplicar multas acima de US$ 50 milhões (cerca de R$ 166 milhões) para redes sociais que falharem em remover publicações desse tipo.

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