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Dispositivo realiza a tarefa por causa de câmera e algoritmos que o ajudam a reconhecer as imagens; objetivo é levar o TEO ao ambiente doméstico

O ato de passar roupas é citado por muitas pessoas como a pior tarefa doméstica. E mesmo com tantos avanços na tecnologia, ainda não conseguimos fugir do ferro de passar. Este é o desafio de um grupo de pesquisadores da Universidade Carlos III, em Madri, na Espanha. Eles desenvolveram um robô doméstico capaz de realizar este trabalho. Conhecido como TEO, o dispositivo consegue se certificar que suas roupas não estão amassadas.

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Segundo o site "Digital Trends", o robô realiza a tarefa graças a uma série de algoritmos que o ajudam a reconhecer imagens. Isso é possível graças à câmera localizada em sua cabeça, que faz uma representação em 3D das roupas que estão na tábua de passar. Em seguida, TEO analisa a roupa até entender quais locais estão amassados e quais possuem um vinco proposital.

Pesquisadores desejam ensinar o robô TEO a realizar outras tarefas, como dobrar as roupas
Reprodução
Pesquisadores desejam ensinar o robô TEO a realizar outras tarefas, como dobrar as roupas

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O estudante do curso de ciência da computação e tecnologia, David Estévez Fernández, espera que a invenção chegue o mais rápido possível às casas das pessoas. "Nosso objetivo é desenvolver o primeiro robô familiar que consiga auxiliar as pessoas em suas tarefas domésticas", disse ao "Digital Trends". O pesquisador revela um objetivo mais ambicioso para o TEO. "Outras experiências exigiam um controle muito elevado do ambiente, como a iluminação da sala ou modelos predefinidos para reconhecer as peças de roupa".

"A exigência principal para nós é que nosso método precisa ser adequado para um cenário doméstico no mundo real, usando as mesmas ferramentas que nós, humanos, usamos, sem nenhuma modificação", explica. Como lembra a reportagem do "Digital Trends", apesar de se tratar de um objetivo "admirável", o trabalho dos pesquisadores ficará ainda mais difícil.

Ainda que não seja a tarefa mais complicada para um ser humano, manipular roupas não é uma das ações mais fáceis para o dispositivo, que precisa lidar com a deformidade natural das peças. Ao contrário de objetos rígidos, a manipulação de roupas exige um planejamento do movimento por parte do sistema, além de um constante rastreamento da atual situação da peça.

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"Para continuar nosso trabalho, queremos ensinar o robô a realizar outras tarefas, como dobrar as roupas. Para isso, estamos começando a usar técnicas de aprendizagem por reforço", adianta Fernández. "Aprendizagem por reforço é semelhante a como nós aprendemos. O robô realiza a ação e, quando feita de forma correta, recebe recompensas". Confira abaixo um vídeo com um trecho do TEO em ação:


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