Tamanho do texto

Mudanças na política da rede social poderão ser implementadas em até duas semanas; buscador não exibirá anúncios de criptomoedas a partir de junho

Segundo site, objetivo do Twitter com bloqueio de anúncios de bitcoin é evitar expor usuários a esquemas fraudulentos
Shutterstock
Segundo site, objetivo do Twitter com bloqueio de anúncios de bitcoin é evitar expor usuários a esquemas fraudulentos

Depois de plataformas como Google e Facebook, o Twitter também deverá proibir anúncios e conteúdos relacionados a criptomoeadas como o bitcoin para evitar esquemas fraudulentos na internet. A informação foi divulgada pelo site Sky News , que revelou que a mudança deverá ser implementada em até duas semanas e incluirá a divulgação das ICOs (Oferta Inicial de Moedas).

Leia também: Facebook será alvo de investigações sobre uso indevido de dados dos usuários

Quando a nova política for lançada, o Twitter também deverá banir anúncios ligados à troca de criptomoedas com poucas exceções. A decisão da rede social  segue o caminho definido pelo Google nos últimos dias. O buscador anunciou que proibirá propagandas de bitcoin e outras moedas a partir de junho.

Em janeiro, o Facebook já havia revelado a intenção de banir as propagandas que promovam as criptomoedas. De acordo com a empresa de Mark Zuckerberg, a medida é um esforço para evitar que a rede social seja usada para divulgar anúncios de "produtos e serviços financeiros frequentemente associados a práticas promocionais mentirosas ou enganosas".

Segundo o Sky News , tanto Google, quanto Facebook tomaram a decisão após um estudo britânico identificar um aumento de 400.000% de vítimas enganadas no Reino Unido nos últimos seis anos por conta da exibição de propagandas fraudulentes nas redes sociais.

Mapeamento

O Google afirmou ter removido, ao longo de 2017, mais de 3,2 bilhões de anúncios que faziam usuários caírem em golpes e se tornarem vítimas de phishing, nome dado à estratégia dos criminosos de "pescar" os dados pessoais ou bancários. Com essas informações, ele pode realizar compras ou clonar uma identidade para realizar cadastros e transações bancárias ou criar contas falsas em perfis sociais.

Leia também: Versão do YouTube para crianças sugere vídeos com teorias da conspiração

Em seu anúncio dias antes das intenções do Twitter serem reveladas, o Google também destacou que bloqueou 79 milhões de anúncios que levavam usuários a sites infectados por malware. Para evitar que mais acidentes ocorram a empresa adicionou 28 novas políticas de anunciantes e 20 novas políticas publicitárias para, ao menos, dificultar ações maliciosas.

* Com informações da Ansa.

    Leia tudo sobre: Facebook
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.