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Em comparação ao mesmo período do ano passado, número de celulares caiu 3,22% (7,80 milhões) e o de contratos de TV a cabo, 2,93% (536 mil)

Segundo a Anatel, tanto o número de contratos de linhas móveis quanto o de TV por assinatura seguem em queda no acumulado dos 12 meses encerrados em agosto deste ano
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Segundo a Anatel, tanto o número de contratos de linhas móveis quanto o de TV por assinatura seguem em queda no acumulado dos 12 meses encerrados em agosto deste ano

Ao longo desta semana, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou dados sobre o número de contratos do setor de telecomunicações do país. Os resultados preocupam: tanto o número de contratos de linhas móveis quanto o de TV por assinatura seguem em queda no acumulado dos 12 meses encerrados em agosto deste ano.

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Em relação ao número de linhas de telefone móvel ativas, o Brasil teve queda de 3,22% (7,80 milhões) no período e de 0,16% (383 mil) em comparação com julho deste ano. O número de contratos de TV por assinatura , por sua vez, caiu 2,93% (536 mil) de agosto do ano passado para o mesmo mês deste ano e 0,21% (37 mil) em relação a julho.

Segundo a Anatel, ainda na comparação entre agosto de 2018 e agosto de 2017, os únicos estados que apresentaram crescimento no número de linhas móveis no período foram Roraima (7,23%), Amazonas (5,08%), Amapá (4,49%) e Espírito Santo (1,51%). No total, o país passou a ter pouco menos de 254 milhões de celulares ativos em seu território, o que ainda é mais do que um celular para cada brasileiro. 

A base de assinantes de serviços de TV por assinatura, por sua vez, aumentou em outros cinco estados no período analisado. No Ceará, houve crescimento de 6,76%, com mais 26 mil contratos; no Amazonas, de 5,54% e 16 mil contratos; no Mato Grosso do Sul, de 2,89% e 5 mil contratos; no Piauí, de 2,63% e 2 mil contratos; e no Tocantins, expansão de 2,13% e mais 915 novas adesões.

Pós-pagas crescem, pré-pagas caem

Os números da Anatel reafirmam a tendência de crescimento das linhas pós-pagas em relação às pré-pagas – que vêm caindo, mas ainda são maioria (59%) no país
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Os números da Anatel reafirmam a tendência de crescimento das linhas pós-pagas em relação às pré-pagas – que vêm caindo, mas ainda são maioria (59%) no país

De acordo com os dados divulgados pela Anatel no último dia 1º, o número de linhas pós-pagas no Brasil aumentou 13,5% na comparação entre agosto de 2018 e o mesmo mês do ano passado. O país fechou o mês de agosto com 94,98 milhões de linhas ativas, um crescimento de 11,30 milhões na comparação com agosto de 2017.

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Os números reafirmam a tendência de crescimento das linhas pós-pagas em relação às pré-pagas – que vêm caindo, mas ainda são maioria no país: de cada 100 linhas móveis no país, 59 são pré-pagas e 41 pós-pagas. Mesmo assim, em comparação com agosto do ano passado, o número de linhas pré-pagas teve redução significativa de 12,05% (19,10 milhões), fechando o mesmo período deste ano com 139,39 milhões de contratos ativos.

Operadoras de telefonia e TV por assinatura

Os quatro maiores grupos de TV por assinatura no Brasil, segundo a Anatel, detinham 97,17% do total de contratos ativos em agosto deste ano; a Claro aparece em primeiro lugar
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Os quatro maiores grupos de TV por assinatura no Brasil, segundo a Anatel, detinham 97,17% do total de contratos ativos em agosto deste ano; a Claro aparece em primeiro lugar



Segundo a Anatel, os quatro principais grupos da telefonia móvel no país detêm 228,77 milhões de linhas em operação (97,61% do mercado). São eles: Vivo, com 74,96 milhões de linhas móveis (31,98%); Claro, com 58,80 milhões (25,09%); TIM, com 56,17 milhões (23,97%); e Oi, com 38,84 milhões (16,57%). As pequenas prestadoras da telefonia móvel juntas somam 5,60 milhões de linhas (2,39%).

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Com exceção da Vivo , que registrou crescimento de 386 mil linhas móveis (0,52%) em relação a agosto do ano passado, as outras grandes prestadoras nacionais apresentaram redução: Claro, menos 1,66 milhão (2,75%); TIM, menos 4,18 milhões (6,93%); e Oi, menos 3,18 milhões (7,57%). As pequenas prestadoras anotaram crescimento total de 838 mil linhas (17,62%).

Os quatro maiores grupos de TV por assinatura no Brasil, por sua vez, detinham 97,17% do total de contratos ativos em agosto deste ano. A Claro aparece em primeiro lugar, com 49,98% da base de assinantes e 8,89 milhões de contratos; a Sky, em segundo, tem 29,30% de participação no mercado e 5,21 milhões de assinantes; a Vivo, 9,05% e 1,61 milhão de assinantes; e a Oi, 8,84% e 1,57 milhão de contratos.

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Segundo a agência, das grandes prestadoras de TV por assinatura no país, apenas a Oi apresentou crescimento – mais 126 mil contratos (8,7%) – nos últimos 12 meses. A Vivo perdeu 25 mil contratos (1,56%), a Sky ficou com menos 146 mil (2,73%) e a Claro, com menos 402 mil (4,32%). As pequenas prestadoras desse serviço de TV tiveram redução de 89 mil contratos (15%).

4G, fibra ótica e outras tecnologias

Entre as tecnologias usadas para o serviço de TV por assinatura em agosto, a fibra ótica aparece em terceiro lugar, com 605 mil contratos ativos e 3,4% de participação no mercado
Divulgação/Verizon
Entre as tecnologias usadas para o serviço de TV por assinatura em agosto, a fibra ótica aparece em terceiro lugar, com 605 mil contratos ativos e 3,4% de participação no mercado

Entre as tecnologias utilizadas, a 4G foi a que mais cresceu em comparação com agosto do ano passado. Com mais 34,14 milhões de linhas e aumento de 38,58%, a modalidade aparece à frente das linhas M2M (3,40 milhões de acessos e crescimento de 23,89%). A maior redução (33,65%) foi registrada nas linhas 3G, que perderam 34,29 milhões de linhas, e nas 2G (29,44%), que anotaram menos 11,05 milhões de linhas no período.

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Com isso, a tecnologia 4G representa mais da metade das linhas ativas no mercado, com 52,33% de participação e 122,65 milhões de unidades. Em seguida. vêm as linhas 3G, que somam 28,85% de participação e 67,61 milhões de aparelhos. As de tecnlogia 2G têm 11,3% do mercado e 26,49 milhões de linhas. As linhas móveis voltadas para aplicações máquina-máquina (M2M) são responsáveis por 7,52% do mercado e somam 17,62 milhões.

Com relação à TV por assinatura, ainda de acordo com a Anatel, apenas os assinantes que receberam a programação por fibra ótica aumentaram em número nos últimos 12 meses: mais 248 mil (69,71%). Os assinantes via satélite tiveram redução de 676 mil (6,51%) e os que recebem o sinal por cabo diminuíram em 107 mil (1,41%).

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Entre as tecnologias usadas para o atendimento do serviço de TV por assinatura em agosto, mais da metade dos pagantes receberam a programação por satélite. Com 9,71 milhões de assinantes, a tecnologia totalizou 54,55% do mercado; o cabo registrou 7,48 milhões de contratos e 42,05% dos assinantes; e a fibra ótica, com 605 mil contratos, somou 3,4% de participação.


*Com informações da Anatel e da Agência Brasil

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