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Limitar a participação em grupos e possibilitar a checagem das informações compartilhadas foram algumas das propostas apresentadas pelo tribunal

À empresa de tecnologia, segundo publicou a agência Folhapress, o conselho do TSE apresentou duas propostas para reduzir a proliferação de fake news nas eleições no Brasil
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À empresa de tecnologia, segundo publicou a agência Folhapress, o conselho do TSE apresentou duas propostas para reduzir a proliferação de fake news nas eleições no Brasil

Na tarde desta terça-feira (16), o conselho consultivo sobre internet e eleições criado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se reuniu, por meio de videoconferência, com representantes do WhatsApp. À empresa de tecnologia, o órgão do TSE apresentou duas propostas para reduzir a proliferação de fake news nas eleições no Brasil.

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Segundo a Folhapress , agência de notícias do Grupo Folha, a iniciativa é encampada pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil) e pela Safernet Brasil, que fazem parte do conselho. O documento com as propostas do TSE para combater  fake news  foi protocolado no tribunal no início da tarde.

A primeira proposta se relaciona às medidas que o WhatsApp pode tomar para coibir a disseminação de mentiras. Foram apresentadas, ao todo, quatro ideias de mudança: reduzir o número de mensagens encaminhadas para cinco; diminuir o número de grupos criados por um mesmo usuário, passando de 9.999 para 499; limitar a participação em grupos; e limitar o encaminhamento de áudios e vídeos até o segundo turno, marcado para 28 de outubro.

A segunda iniciativa, um pouco mais complexa, é voltada à checagem da veracidade das informações compartilhadas pelos usuários no aplicativo. Para o conselho do TSE, o WhatsApp deve implementar dispositivos que permitam às pessoas verificar os conteúdos disseminados em mensagens, áudios ou vídeos, assim como foi feito no Facebook.

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"Esses conselhos visam proteger a integridade das eleições e evitar o uso indevido do aplicativo no Brasil", diz o documento assinado por Danilo Doneda, da CGI.br, e Thiago Tavares, da Safernet Brasil. "O WhatsApp é parte integrante da ferramenta de comunicação dos brasileiros e a integridade de seu conteúdo é fundamental para garantir que as pessoas possam continuar a confiar e usar a plataforma", completa. 

Histórico: TSE e fake news

Em 7 de outubro, dia do primeiro turno da votação, Rosa Weber afirmou que combater as fake news é
Divulgação/TSE
Em 7 de outubro, dia do primeiro turno da votação, Rosa Weber afirmou que combater as fake news é "prioridade absoluta" para o TSE e que questionar a Justiça Eleitoral é "antidemocrático"

Na última segunda-feira (15), a ministra Rosa Weber, presidente do TSE , fez três reuniões – com ministros da corte, com presidentes dos tribunais regionais eleitorais e com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann – para discutir a proliferação de fake news nas eleições.

Amanhã (17), ainda de acordo com a Folhapress , a ministra também deve se encontrar com representantes das campanhas de Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), candidatos à Presidência, para tratar sobre o tema.

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Nestas eleições, o TSE tem sido muito criticado por eleitores, principalmente por aqueles que questionam a segurança das urnas eletrônicas. Em 7 de outubro, dia do primeiro turno da votação, Rosa Weber afirmou que combater as fake news é "prioridade absoluta" para o TSE e que as mentiras que se dirigem contra a credibilidade da Justiça Eleitoral e das próprias eleições são antidemocráticas.

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