Facebook enfrenta polêmicas
Unsplash/Souvik Banerjee
Facebook enfrenta polêmicas

A inteligência artificial (IA) do Facebook não consegue detectar conteúdos impróprios, como desinformação e discurso de ódio, que continuam circulando na rede social. A informação está presente em uma reportagem publicada pelo jornal The Wall Street Journal no domingo (17).

Depois de divulgar uma  série de documentos vazados do Facebook, o jornal publicou a reportagem "O Facebook diz que IA limpará a plataforma. Seus próprios engenheiros têm dúvidas", que evidencia a omissão da rede social com conteúdo perigoso.

Após ter acesso a documentos internos da empresa, a reportagem mostra que o Facebook apaga poucas postagens que violam regras e não pune os divulgadores de desinformação.

Segundo os documentos, quando o algoritmo não tem certeza se determinada publicação fere as regras, ele a mantém circulando, mas com menos alcance. Além disso, o Facebook decidiu há dois anos diminuir o tempo que revisores humanos têm para analisar denúncias de discurso de ódio e reduzir as possibilidades de reclamações sobre o tema.

Após a divulgação do jornal, o vice-presidente de integridade do Facebook, Guy Rosen, fez uma publicação afirmando que a inteligência artificial da rede social detecta conteúdos proibidos de forma proativa, a fim de encaminhá-los para revisores e apagá-los.

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"Dados extraídos de documentos que vazaram estão sendo usados ​​para criar uma narrativa de que a tecnologia que usamos para combater o discurso de ódio é inadequada e que representamos erroneamente nosso progresso. Isso não é verdade", escreveu ele.

"Não queremos ver ódio em nossa plataforma, nem nossos usuários ou anunciantes, e somos transparentes sobre nosso trabalho para removê-lo. O que esses documentos demonstram é que nosso trabalho de integridade é uma jornada de vários anos. Embora nunca sejamos perfeitos, nossas equipes trabalham continuamente para desenvolver nossos sistemas, identificar problemas e criar soluções", continuou.

O The Wall Street Journal já havia publicado, no mês passado, uma série de reportagens mostrando documentos vazados do Facebook. As informações foram expostas por Frances Haugen, ex-funcionária da rede social.  Haugen depôs no Senado dos EUA acusando a empresa de priorizar lucro em detrimento do bem-estar dos usuários.

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