Fotos de pessoas negras são vendidas como NFT
Unsplash/Azamat E
Fotos de pessoas negras são vendidas como NFT

Um projeto, chamado de Meta Slave ("meta-escravo", em tradução literal) gerou polêmica no Twitter depois de criar uma coleção de  NFTs apenas de fotos de escravos negros.

As imagens foram colocadas à venda como ativo digital na famosa plataforma de NFTs OpenSea, e os perfis nas redes sociais do Meta Slave foram criados no dia 25 de janeiro. Depois da polêmica, a coleção de NFTs foi retirada do ar e os criadores do projeto pediram desculpas.

"Pedimos desculpas a quem se ofendeu com nosso projeto, mas estamos aqui apenas com boas intenções. Paz para todos", diz uma publicação no perfil do Twitter da Meta Slave.

Em sua descrição na rede social, o projeto afirma que quer "mostrar que todos são escravos de alguma coisa. Um escravo de desejos, trabalho e dinheiro".

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Na página, o Meta Slave ainda se diz inspirado no movimento antirracista Black Lives Matter e afirma que presta homenagem a George Floyd, homem negro assassinado por policiais nos Estados Unidos em maio de 2020.

Uma das fotos vendidas como NFT na coleção é do próprio Floyd, que a página não explica se tem direitos autorais. A página também não explica quem são as pessoas das outras imagens, mas denominou todos como escravos.

A coleção foi considerada nas redes sociais como racista, já que, apesar da descrição de que "todos são escravos de alguma coisa", o Meta Slave colocou à venda apenas fotos de pessoas negras. "No futuro haverá outras coleções: branca, asiática, etc.", escreveu a página no Twitter.

A polêmica nas redes sociais também atingiu a OpenSea, que permitiu que a venda de artigos racistas acontecesse em sua plataforma. A reportagem não conseguiu contato com a OpenSea, que ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.

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