TikTok
Unsplash/Kon Karampelas
TikTok é negociado com a Microsoft


O cofundador e hoje conselheiro de tecnologia da Microsoft , Bill Gates , afirmou que a possível aquisição do TikTok representa um "cálice envenenado" para a companhia. Em entrevista à revista Wired, o executivo destacou que as nuances do acordo de compra das operações da plataforma chinesa ainda são incertas e acrescentou que administrar um produto expressivo no mercado de redes sociais é desafiador. 

"Quem sabe o que pode acontecer com esse acordo. Mas sim, ele é um cálice envenenado. Ser grande no negócio de redes sociais não é um jogo simples", afirmou Gates. Apesar disso, essa não seria a primeira investida da Microsoft no setor, uma vez que a companhia comprou o LinkedIn por US$ 26 bilhões em 2016.

Bill Gates pontuou que o aprimoramento da competição no setor das redes sociais é positivo. Para ele, a proposta do governo Donald Trump de eliminar um concorrente de plataformas norte-americanas "é um tanto bizarra". O empresário ainda ressaltou que o princípio da discussão do acordo "é estranho", assim como a  ideia do presidente norte-americano de angariar parte do valor da vendas das operações do TikTok para o tesouro do país.

"De qualquer forma, a Microsoft terá que lidar com tudo isso.", ponderou Gates. Em entrevista à Bloomberg, na semana passada, o empresário já havia destacado sua visão positiva sobre a concorrência criada pelo TikTok. Na mesma oportunidade,  ele garantiu que a Microsoft não vai fazer coisas hostis ou vistas como hostis com os dados da plataforma da ByteDance .

Além da operação nos Estados Unidos, a Microsoft também confirmou o interesse de adquirir controle do aplicativo no Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Uma reportagem do Financial Times apontou que a empresa de Bill Gates também avalia comprar as operações globais do TikTok.

Outra empresa possivelmente interessada no aplicativo é o Twitter , que mantém conversas preliminares com a ByteDance , segundo o Wall Street Journal. Já o CEO do Facebook , Mark Zuckerberg , disse durante evento corporativo da empresa, na quinta-feira (6), que o banimento do TikTok nos Estados Unidos pode abrir um precedente para medidas semelhantes com outras plataformas em diferentes países.

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