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Telegram ganha bolsonaristas

Depois que Donald Trump foi expulso do Twitter e o aplicativo Parler , usado pela extrema-direita , foi varrido de toda a internet com o banimento por Apple, Google e Amazon , apoiadores do presidente Jair Bolsonaro estão migrando para o Telegram .

Nesta terça-feira (12), Bolsonaro publicou, em sua conta no Twitter, um link para seu canal no mensageiro Telegram , pedindo para que seus apoiadores se inscrevessem nele. Em 18 horas, na manhã desta quarta-feira (13), o canal já conta com mais de 145 mil membros, e o número cresce rapidamente. 

Desde o começo de seu mandato, o Twitter tem sido um canal bastante importante para Bolsonaro falar com seus seguidores. Ele, que constantemente critica a imprensa, já reafirmou diversas vezesa importância de suas redes sociais .

Isso acontece nos moldes da forma de se expressão de Donald Trump . Depois que o presidente norte-americano foi  banido de todas as redes sociais  por incitar a violência e propagar informações sem embasamento, porém, bolsonaristas se voltaram, sobretudo, contra o Twitter.

Em seu perfil na rede social, Eduardo Bolsonaro trocou sua foto por uma de Trump, e chamou a atitude do Twitter de "censura". Ele criticou também o banimento do Parler , rede social que vinha sendo usada por apoiadores de Trump e Bolsonaro, já que o espaço não impede nenhum tipo de discurso, inclusive o de ódio.

"Trump bloqueado/suspenso. Parler vítima do cartel das Big Tech. Mas ainda não foi o suficiente. Esta plataforma anunciou hoje que suspendeu 70mil contas de apoiadores do Presidente Trump", escreveu Eduardo após o Twitter banir contas ligadas ao movimento QAnon , que propaga teorias da conspiração e incita a violência.

Donald Trump teve suas contas suspensas em redes sociais após a invasão ao Capitólio, na última semana. As companhias de tecnologia entenderam que o presidente estava usando as plataformas para divulgar desinformação a respeito das eleições e incitar a violência .

Já o Parler , reduto de informações falsas e discurso de ódio, deixou de funcionar depois que a Amazon cancelou sua hospedagem, argumentando que a rede social permitia "tipo perigoso de conteúdo".

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